02/09/2013

Um pouco de mim, TODAY!

Hoje me peguei pensando que quando a gente é criança quer crescer e quando cresce, quer voltar a ser criança.

Quando a gente é criança fala o que sente, sente muito mais do que deve e chora sem medo do que irão falar. Cria poemas de amor, sonha com contos de fada, chora com o beijo do filme e sente um desejo desenfreado de gritar esse sentimento que é tão intenso.

Quando a gente cresce sente tudo com a mesma intensidade, ama, sonha, chora, mas existe um sentimento comedido que tem que ser trancafiado por causa da sociedade, do que vão dizer, o que irão pensar.

O mundo esta cheio de adultos sentimentalistas que se trancam no quarto e choram e choram e choram seus sentimentos retraídos, suas lágrimas engolidas, suas dores, suas feridas, tudo trancado em quatro paredes.

Existe um limite pra ser você quando você cresce. O mundo te analisa, observa, julga e recrimina. Antigamente era considerado como grandes poetas os que conseguiam expressar seus sentimentos, hoje parte da sociedade define como 'infantil' quem exprime o que sente.

As mídias sócias, a internet, a modernidade, a tecnologia que iriam ajudar a mostrar ao mundo pessoas que expressam seus intensos sentimentos, enfia o dedo na sua cara, como se tivesse autoridade, discriminando sua capacidade de se expressar em palavras belas, te colocando como 'criança' por expor a sociedade seus sentimentos, seus momentos.

Na boa o mundo me cansa! Cansa saber que não posso ser quem sou e ter que me esconder em uma face oculta de mim mesmo, um pseudônimo, um heterônimo, uma máscara que me oculte e ao mesmo tempo me permita ser quem sou e quem eu gosto de ser.

Ser apenas eu mesmo sem medo de me mostrar, sem pessoas pra me julgar e entre versos e palavras me expor ao ridículo de amar. Mesmo que esse sentimento tenha me transformado em uma personalidade distante de mim, ainda que me faça chorar um imenso pranto.

Quero na boca o gosto de sentir esse algo tão especial que não posso guardar, pelo simples fato de não caber em mim. Pra saber como é bom chorar ouvindo um som e se despedaçar nos pensamentos, e mudanças das escolhas da vida e no final sorrir por saber que, de algum modo, ainda posso amar o que sou, amar como sou e ser feliz no meu canto sozinha.


Por Mary M. A.

31/07/2013

The Silence

Tem dias que queremos apenas o barulho do silêncio.


Há dias tem um sentimento que incomoda o meu coração e por dias não consegui reverte-lo em alegria. Tudo que consegui foram fragmentos de um sorriso passageiro.

Difícil se encontrar em um momento em que você é uma pessoa estranha para o seu espelho e, então, você começa a entender que se você não se reconhece, fica impossível qualquer pessoa te conhecer, logo, se as pessoas não entendem o que você diz, se tudo que você fala soa como algo ruim que é compreendido totalmente ao inverso do que realmente é, é sinal que você não está se encontrando em suas próprias palavras e por mais que você tente, continuar se justificando só irá tornar tudo ainda mais diferente do que você está sentindo e pronunciando em palavras.

É exatamente assim que estou me sentindo hoje, vivendo um paradoxo de um 'Eu' que esta perdido dentro de si. Alguém que quer fugir para se encontrar novamente.

Em meio a tantos sentimentos que consomem a alma com tristeza, dor, com medo de se olhar no espelho e relembrar quem você já foi e ver que sua essência está ali, mas o que você vê é bem diferente do que você é hoje.  

Solidão. Uma única palavra que resume o verdadeiro sentimento do que seu espelho reflete hoje.

O silêncio das estrelas, o carinho de um bebê, um cantinho preferido, uma melodia, uma letra, uma imagem.

(...)

Um Ser em busca de mais um sinal, o que não pode ser dito afinal. Doí em mim ver que toda essa procura não tem fim e o que é que procuro afinal?

Por hora, o barulho das estrelas e essa música me consolam..

O Silêncio Das Estrelas

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...