22/06/2009
Sentimentalismos meus
e Amar a todo instante
Pra mostrar quem sou
e encantar como um diamante
Pra te agradar
e nunca te faltar
Amor verdadeiro
Romantismo certeiro
Encanto de criança
Desejo de mulher
07/01/2009
O que eu quero para 2009?

Quero uma rede bem gostosa pra deitar, livros para ler, saúde pra viver, ar pra respirar, alguém para amar, um carro pra viajar, dinheiro pra gastar, muitas vendas pra comissão aumentar, musica de clima no ar, amigos pra brincar, lugares pra visitar, maquina pra fotografar, Deus pra me guiar!
Desejo a todos nós que o ano de 2009 seja cheio de saúde e paz, que haja prosperidade em todas as áreas de nossa vida e que o AMOR seja a palavra chave que abrirá todas as portas!
FELIZ 2009!
Deus esteja conosco.
06/01/2009
12/08/2008
Especial Poesias - O melhor dos melhores

Os Dois Horizontes
Dois horizontes fecham nossa vida:
Um horizonte, - a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, - a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, - sempre escuro, -
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, - tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? - Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? - Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Dois horizontes fecham nossa vida.
04/08/2008
Especial Poesias - O melhor dos melhores
(Alberto Caeiro)
Num dia excessivamente nítido,
Dia em que dava a vontade de ter trabalhado muito
Para nele não trabalhar nada,
Entrevi, como uma estrada por entre as árvores,
O que talvez seja o Grande Segredo,
Aquele Grande Mistério de que os poetas falsos falam.
Vi que não há Natureza,
Que Natureza não existe,
Que há montes, vales, planícies,
Que há árvores, flores, ervas,
Que há rios e pedras,
Mas que não há um todo a que isso pertença,
Que um conjunto real e verdadeiro
É uma doença das nossas ideias.
A Natureza é partes sem um todo.
Isto é talvez o tal mistério de que falam.
Foi isto o que sem pensar nem parar,
Acertei que devia ser a verdade
Que todos andam a achar e que não acham,
E que só eu, porque a não fui achar, achei.